Poucos são os momentos em que nós realmente aprendemos ou confirmamos algo sobre nós mesmos. Sócrates já sabia isso muito bem e, por esse motivo, cunhou a expressão "Conhece-te a ti mesmo", prevendo o fenômeno de citações que se tornaria, junto com o Teatro Mágico.
Dito isso, passei por um instante de autorrevelação (maldita reforma) no outro dia, enquanto ouvia CBN. Não sei se vocês já prestaram atenção (falo aqui com todos os três leitores do meu blog. Te amo, mãe), mas a Intel tem feito uma campanha usando a temática de seus funcionários nerds. Assim ela tem diferenciado a empresa dizendo que todos lá respiram tecnologia.
Uma das peças dessa campanha é o anúncio (falso, pois é) de uma palestra. Em tom grandioso, o locutor declara que haverá um bate-papo com um dos maiores engenheiros dos últimos tempos. Ouvindo isso, não achei nada. No entanto, ele anuncia a seguir "o inventor da tecnologia USB!". Realmente me peguei perguntando para o rádio "nossa, quando?". Seguiu-se a vinheta da Intel, a identificação da propaganda e minha cara de bobo. É, me conheço melhor. E sou nerd.
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21 de agosto de 2009
4 de maio de 2009
Tay know's it better:
Radiojornalismo não é uma matéria muito difícil. É só ter atenção redobrada na hora de escrever os textos manchetados e uma certa “informalidade jornalística” na hora da gravação que você dá conta do recado, se não pretender se tornar um expoente memorável na área, claro.
Hoje, no entanto, ao ter a primeira aula prática no estúdio de rádio, tive alguns problemas com o mais banal dos pré-requisitos para ser um bom radiojornalista: respirar. Sim, porque todo jornalista respira. Alguns mais, outros menos, mas todos possuem esse talento nato.
Enquanto ensaiava meu texto nem pensei que teria dificuldades em praticar esse ato, no qual sou tão exímio há tantos anos. Foi só receber o sinal do produtor para começar a falar, no entanto, que perdi o fio da meada. Ia despejando frase após frase sobre a doença da Ministra Dilma enquanto imaginava meu pulmão se esvaziando e não sabia como reverter o processo.
Depois do primeiro parágrafo, tentei expirar pela boca; recebi como resposta um sonoro gwhaaahhhh pelos fones de ouvido. A surpresa foi o bastante pra me fazer tentar segurar o ar por dois parágrafos. Chegando ao final do primeiro, sem saber mais o que estava falando, resolvi tentar usar o nariz. Sim, o nariz! Por que não pensei nisso antes? Terminava o parágrafo me preparando para inspirar com todas as minhas forças e sem proferir um som. Quando terminei a frase, fui com tudo; dessa vez fui surpreendido por um (des)agradável fffiiiiiiii, resultado da minha carne esponjosa.
Depois de terminar de gravar e passar pela frustração de ouvir novamente o fffiiiiiiii quando o professor quis reproduzir as notícias gravadas, descobri a solução. Aproveitando a falta de câmeras no estúdio e a minha (nenhuma) agilidade corporal, da próxima vez, **I’ll move away from the mic to breathe in.
Hoje, no entanto, ao ter a primeira aula prática no estúdio de rádio, tive alguns problemas com o mais banal dos pré-requisitos para ser um bom radiojornalista: respirar. Sim, porque todo jornalista respira. Alguns mais, outros menos, mas todos possuem esse talento nato.
Enquanto ensaiava meu texto nem pensei que teria dificuldades em praticar esse ato, no qual sou tão exímio há tantos anos. Foi só receber o sinal do produtor para começar a falar, no entanto, que perdi o fio da meada. Ia despejando frase após frase sobre a doença da Ministra Dilma enquanto imaginava meu pulmão se esvaziando e não sabia como reverter o processo.
Depois do primeiro parágrafo, tentei expirar pela boca; recebi como resposta um sonoro gwhaaahhhh pelos fones de ouvido. A surpresa foi o bastante pra me fazer tentar segurar o ar por dois parágrafos. Chegando ao final do primeiro, sem saber mais o que estava falando, resolvi tentar usar o nariz. Sim, o nariz! Por que não pensei nisso antes? Terminava o parágrafo me preparando para inspirar com todas as minhas forças e sem proferir um som. Quando terminei a frase, fui com tudo; dessa vez fui surpreendido por um (des)agradável fffiiiiiiii, resultado da minha carne esponjosa.
Depois de terminar de gravar e passar pela frustração de ouvir novamente o fffiiiiiiii quando o professor quis reproduzir as notícias gravadas, descobri a solução. Aproveitando a falta de câmeras no estúdio e a minha (nenhuma) agilidade corporal, da próxima vez, **I’ll move away from the mic to breathe in.
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