A OSESP acaba de lançar um novo programa de palestras e educação musical: Música na Cabeça. Além das aulas do Falando de Música na OSESP (todo dia de concerto, uma hora e quinze minutos antes do começo do espetáculo), o público agora vai ter a oportunidade de aprender mais com aulas mais profundas ministradas por professores conceituados. A iniciativa é uma parceria da OSESP com o jornal O Estado de S. Paulo e começa no dia 24/03, às 19h30, com a palestra Os Mundos de Mahler, ministrada pelo professor da USP Jorge de Almeida. Mas, atenção, as vagas são limitadas.
Radiojornalismo não é uma matéria muito difícil. É só ter atenção redobrada na hora de escrever os textos manchetados e uma certa “informalidade jornalística” na hora da gravação que você dá conta do recado, se não pretender se tornar um expoente memorável na área, claro.
Hoje, no entanto, ao ter a primeira aula prática no estúdio de rádio, tive alguns problemas com o mais banal dos pré-requisitos para ser um bom radiojornalista: respirar. Sim, porque todo jornalista respira. Alguns mais, outros menos, mas todos possuem esse talento nato.
Enquanto ensaiava meu texto nem pensei que teria dificuldades em praticar esse ato, no qual sou tão exímio há tantos anos. Foi só receber o sinal do produtor para começar a falar, no entanto, que perdi o fio da meada. Ia despejando frase após frase sobre a doença da Ministra Dilma enquanto imaginava meu pulmão se esvaziando e não sabia como reverter o processo.
Depois do primeiro parágrafo, tentei expirar pela boca; recebi como resposta um sonoro gwhaaahhhh pelos fones de ouvido. A surpresa foi o bastante pra me fazer tentar segurar o ar por dois parágrafos. Chegando ao final do primeiro, sem saber mais o que estava falando, resolvi tentar usar o nariz. Sim, o nariz! Por que não pensei nisso antes? Terminava o parágrafo me preparando para inspirar com todas as minhas forças e sem proferir um som. Quando terminei a frase, fui com tudo; dessa vez fui surpreendido por um (des)agradável fffiiiiiiii, resultado da minha carne esponjosa.
Depois de terminar de gravar e passar pela frustração de ouvir novamente o fffiiiiiiii quando o professor quis reproduzir as notícias gravadas, descobri a solução. Aproveitando a falta de câmeras no estúdio e a minha (nenhuma) agilidade corporal, da próxima vez, **I’ll move away from the mic to breathe in.
Uma pessoa que pensa. Pensa que escreve, pensa que fotografa, pensa que entende de cinema e de música, pensa que é pianista e regente, pensa que sabe dançar e sabe que pensar dói.