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18 de abril de 2010

Extreme makeover

Antes:




Depois:



E as coisas ficam coloridas novamente.

22 de março de 2010

Metonímia

Com exceção do Paulinho da Viola, do Zé do Cavaquinho e do Jackson do Pandeiro, só tem picareta mesmo.

8 de fevereiro de 2010

Não sou (só) eu quem me navega

No último sábado (re)descobri a Rapsódia Húngara nº6 de Liszt. Adepto do air piano que sou (além de air cello, air conducting e air violin), passei o final de semana inteiro tocando a última parte da peça em (quase) todas as superfícies que encontrei; desnecessário dizer que meu braço ficou doendo e que me olharam torto no cinema.

Pensando em como nunca foi registrada a queda dos braços dos pianistas que tocam essa rapsódia, conversei com a minha professora de piano hoje sobre como evitar a dor e as lesões que podem vir de tocar essas peças insanas complicadas. No caso de escalas de oitavas, há algumas técnicas: levantar o pulso de tantas em tantas notas (para tensionar menos a musculatura), treinar a sequência em velocidades variadas, começando lá embaixo no metrônomo, entre outras tantas estratégias. Todas elas, no entanto, requerem uma dose de, digamos, supervisão.

Apesar de vivermos nos tempos de faculdade semi-presencial (sic), tutoriais e apostilas on-line, a cultura do "faça você mesmo" não tem lugar no ensino da música. Claro que ver os outros fazendo é uma ótima maneira de aperfeiçoar seu próprio desempenho, mas, como tudo na vida, com moderação. Aplicativos de Iphone, cursos em vídeo (ou mesmo em livros) ou tutoriais não servem para ensinar tudo. Música, assim como qualquer outra arte, é um mar complicado. Não dá para sair nadando sem farol ou navegando sem timoneiro. Caso contrário, o risco é de ficar flutuando a esmo, sem bóia, sem sair do lugar e com uma bela lesão para mostrar para os netos.

17 de agosto de 2009

Feliz aniversário, Kind of Blue!

Há exatos cinquenta anos era lançado um dos mais influentes álbuns da história do jazz. Gravado em 2 de março e 22 de abril de 1959, em Nova York, o álbum Kind of Blue foi lançado em 17 de agosto do mesmo ano. Criando uma nova linguagem musical, com improvisações baseadas em séries de escalas ao invés de em acordes maiores ou menores, Miles Davis, Julian Adderley, John Coltrane, Bill Evans, Paul Chambers e Jimmy Cobb revolucionaram os rumos do jazz e inscreveram Kind of Blue na história da música do século XX.

6 de agosto de 2009

Piada do dia.

Milhares de fãns assinam petição indicando Michael Jackson para o Nobel da Paz.

Não, não é brinks.

19 de maio de 2009

Jade reloaded

Excentricidade é o que não falta no cenário musical internacional. Prova disso é a existência de bizarrices como a islandesa Björk e o caso Camelo Magalhães. Mas excentricidade, com exceção óbvia da Mallu Magalhães, não é sinônimo de falta de qualidade. Uma prova é a egípcia Fatah Fatouche.

Filha de embaixadores espanhóis, a performer, que faz um pocket-show nesse sábado no Bar B, canta em árabe, espanhol e francês. Entre as prováveis faixas, estão "Chocolat" e "Voy en Taxi". Sim. É o que você está pensando. Fatouche regravou músicas cantadas pela dona da pinta mais famosa da televisão, Angélica, na época em que ela ainda não apresentava o Vídeo-Show e não se levava a sério (bons tempos).

Mais uma novidade que chega ao Brasil nessa onda árabe que parece nunca mais acabar desde que a Glória Perez colocou a Jade nos nossos corações.